Seja nos canteiros de obras ou nas indústrias de grande porte, os guindastes são peças chave para o içamento de cargas com pesos e medidas inimagináveis, entretanto, para que estes gigantes possam realizar sua função sem causar nenhum estrago, um plano de rigging bem elaborado se faz necessário.
Diante dos inúmeros riscos apresentados por uma operação de içamento de carga, o planejamento de rigging torna-se parte indispensável no processo e seu objetivo é principalmente reduzir os riscos de acidentes, através de um plano que prevê o comportamento real dos componentes da movimentação, delineando itens como memória de cálculos, desenhos técnicos, entre outros.
Este plano deve ser capaz de neutralizar os principais fatores de risco da operação e como resultado o engenheiro terá em mãos um documento que prevê as condições de sobrecarga do equipamento, possíveis problemas com a fixação do equipamento ao solo (patolamento), os cuidados necessários com a rede elétrica, a probabilidade de ruptura dos acessórios de amarração da carga, etc.
Para elaboração do plano de rigging de maneira correta, primeiramente, o engenheiro responsável deve realizar uma vistoria técnica ao local para levantamento de informações e neste levantamento deve-se considerar também o estudo da situação do solo, tamanho e peso da carga e principalmente o caminho completo que a operação tomará (ou pelo menos uma previsão dele).
Para facilitar e esclarecer alguns pontos, trouxemos aqui um checklist das etapas que o plano de rigging deve conter.
Etapas do Plano de Rigging
Etapa 1
Levantamento de informações, cronograma e histograma. Nesse momento, são descritos o serviço a ser realizados, a equipe de trabalho e os equipamentos disponíveis.
Etapa 2
Visita técnica para avaliação e definição de:
– Interferências no solo (canaletas, bueiros, valas, tubulação etc.) e aéreas (redes elétricas, prédios, pipe rack, etc)
– Condições climáticas
– Patolamento (fixação no solo) e locomoção da máquina
– Depósito da peça a ser movimentada
– Condição do terreno quanto à resistência e nivelamento
– Fatores adversos: iluminação da área (se o içamento for noturno), isolamento e sinalização, aterramento etc.
– Espaço disponível para o trabalho
– Pontos de pega e posicionamento da carga
– Altura máxima e raio necessário na operação
– Centro de carga da carga a ser içada, incluindo peso, dimensões e dimensionamento
– Ponto de aplicação das eslingas olhais etc.
Etapa 3
Consolidação dos dados e elaboração do plano de rigging com:
– Especificação do guindaste
– Norma aplicada à tabela de carga que foi usada
– Especificação do serviço a ser realizado e do local onde ocorrerá o içamento
– Configuração do guindaste (comprimento máximo da lança, raio máximo de operação, altura máxima da lança, ângulo da lança com o solo, contrapeso, tipo de moitão e número de passadas de cabo do moitão)
– Composição da carga para o içamento
– Capacidade e porcentagem de utilização do guindaste
– Velocidade do vento com a carga
– Ação das sapatas no solo e dimensionamento da base de apoio
– Memorial de cálculo dos acessórios de içamento
Conclusão
O processo de planejamento pode parecer longo e exaustivo, porém se realizado por uma equipe capacitada o trabalho flui de maneira segura e você só precisa se preocupar com os resultados da operação.
Aliás, o Grupo MAXPESA conta com engenheiros altamente capacitados, que alinham suas experiências com os “milagres da tecnologia” para garantir que os projetos sejam desenvolvidos com a maior precisão possível, assegurando assim os sucesso das operações de içamento.
Como sempre, esperamos que você tenha gostado do nosso conteúdo e que faça algum sentido para você. Tem alguma crítica ou sugestão? Que tal enviar um e-mail para comercial@maxpesa.com.br ou entrar em contato através do nosso WhatsApp (21) 97219-1902. Ficaremos felizes em falar contigo.
Referências: AeCWeb



Leave a Comment