Risco na movimentação de carga com caminhão guindauto

Risco na movimentação de carga com caminhão guindauto

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Neste “Post” vamos abordar, “Dispositivos de Engenharia na Proteção na Movimentação de Carga com Caminhão Guindauto.”

Também conhecido como Guindaste Veicular Articulado, Caminhão Guindauto é do ponto de vista do risco nas atividades de movimentação de carga o maior risco de todos quando consideramos a frequência de exposição.

Todas movimentações de carga realizadas com Guindastes Tradicionais ocorrem de um modo geral, com um operador treinado e qualificado, com elaboração de um plano de Rigger e presença do Rigger nas maiores movimentações, presença de sinalizadores, isolamento de área.

Em contrapartida movimentações feitas com Caminhão Guindauto, não possuem mesma qualificação do operador nem o apoio logístico que acontece numa operação com Guindaste, daí o resultado de ocorrências de  maior número de acidentes com pessoas e materiais, também decorrente da maior frequência de exposição.

Estimamos que tenham 10 caminhões Guindautos operando para um Guindaste Tradicional.

Condições de Risco de Guindaste Veicular identificadas no histórico catalogado da Decibel

  • Tombamento do caminhão durante a movimentação de carga.

 Este evento ocorre devido as seguintes Condições:

  • Operar com equipamento desnivelado.
  • Operar equipamento sem patolamento ou com patolamento parcial
  • Exceder a capacidade do equipamento abrindo lança com carga acima da capacidade de projeto criando um momento superior ao que foi projetado o equipamento.
  • Terreno ceder durante movimentação alterando a inclinação do equipamento sobrepujando o limite com tombamento

 

Outra prática de risco muito frequente  identificada no uso dos guindastes veicular articulado, que não possuem dispositivos de proteção, é uma prática comumente utilizada que é do carregamento da lança no limite da capacidade de elevação com a mesma toda recolhida e depois realizar o procedimento de ir abrindo lança. Esta prática eleva o momento (Força x braço de alavanca) e chega em diversas vezes a extrapolar a capacidade de projeto do equipamento.

Outro tipo de acidente comum é o do deslocamento sem a “Patola” no berço.

Operador esquece de colocar a patola completamente no berço ou deixa de colocar a lança totalmente no berço para e se desloca com a mesma fora de posição.

Temos também vários registros de acidentes que ocorreram porque o operador esqueceu de atuar o freio de estacionamento antes de patolar o equipamento.

Para todos estes riscos já existem soluções com tecnológica em uso.

Uma Grande empresa de Mineração no Brasil determinou há alguns anos atrás, que o uso de dispositivos de segurança redução do risco para proteção do operador e terceiros deveria ser obrigatório nos equipamentos que eram utilizados nas empreiteiras que executavam obras no site da mesma.

Os dispositivos deveriam controlar:

  • Abertura de patolas antes de iniciar abertura e retirada da lança do berço
  • Controle da inclinação por inclinômetros eletrônicos de modo a permitir que a movimentação da carga ocorresse somente com o veículo totalmente nivelado.
  • Controle do momento  (F x D) durante a abertura da lança por meio de células de carga de modo a impedir sobrecargas.

Um comentário

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fevereiro 11, 2018 at 12:38 am

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